
A iminência de uma paralisação dos policiais militares e do Corpo de Bombeiros de Pernambuco foi discutida na Assembleia Legislativa de Pernambuco na segunda (05/12). O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PRB), solicitou que o governador Paulo Câmara receba representantes da categoria para decidir sobre a greve. Já Edilson Silva (PSOL) defendeu cautela do Poder Legislativo ao deliberar sobre as demandas dos servidores.
Segundo Costa Filho, a pauta da corporação vai além do reajuste salarial. “Os policiais militares reivindicam, sobretudo, a valorização da categoria, o que inclui aperfeiçoamento de sua estrutura de trabalho, melhoria no atendimento do hospital militar e mais diálogo com o Governo do Estado”, esclareceu. “Infelizmente, eles não têm encontrado esse espaço no Executivo para apresentar e discutir suas pautas”, complementou.
O parlamentar ressaltou, no entanto, que as negociações da Polícia Militar devem ser desvinculadas dos acordos que vêm sendo firmados entre o Governo e os policiais civis. O líder da Oposição refere-se ao Projeto de Lei n° 1.134/2016, que concede reajuste a esses últimos servidores. Policiais militares estariam alegando falta de isonomia no tratamento dispensado pelo Estado aos funcionários públicos da área de segurança pública.
“Solicito que haja um esforço para que o PL da Polícia Civil seja votado o quanto antes, tendo em vista que já há um entendimento da categoria com o Executivo”, reforçou. Em aparte, a deputada Teresa Leitão (PT) apresentou o mesmo entendimento. “É necessário tratar os servidores com o máximo de isonomia. No entanto, é bom ter atenção para que as reivindicações da PM não prejudiquem as negociações feitas com a Polícia Civil”, acrescentou.
Por fim, o líder do Governo, deputado Waldemar Borges (PSB), informou que o Estado havia acertado com os policiais militares que novas negociações com a categoria só seriam feitas em abril de 2017, um ano após o último acordo. “Mesmo não atendendo 100% das demandas na época, foi um entendimento muito bom diante das circunstâncias financeiras do Estado e do País. A Polícia Civil, que não teve sua negociação naquele momento, está tendo agora. A situação de uma categoria não pode prejudicar a da outra”, concluiu.
Ascom Alepe
