
Apesar de ter completado apenas 32 anos de emancipação política no último dia 25 de fevereiro, a cidade de Canudos tem uma longa história no sertão da Bahia. História que foi lembrada pela deputada Fátima Nunes (PT) em moção de congratulações à população do município apresentada na Assembleia Legislativa da Bahia.
No documento, a deputada contou que a primeira cidade de Canudos foi destruída em 1897, durante a guerra que recebeu o mesmo nome do lugar. “O Exército do Brasil destruiu a comunidade de 25 mil pessoas e pôs fogo em suas ruínas. Os que escaparam da guerra retornaram e reconstruíram Canudos”, observou.
Na década de 1960, acrescentou ela, foi construído uma represa e novamente Canudos foi destruída. Seus moradores foram remanejados para região vizinha, criando-se assim a terceira Canudos. “Hoje, em torno da represa, existe o Parque Histórico de Canudos, uma área de preservação natural e cultural, formada por centenas de hectares, que sedia inúmeros lugares fundamentais para a comunidade conselheirista e que foram eternizados por Euclides da Cunha, no livro Os Sertões”, explicou.
Para Fátima, a história de Canudos é extremamente marcante para o cenário político brasileiro nos anos de 1893 a 1897, quando à época, o arraial como era conhecido, fundado pelo beato Antônio Conselheiro viveu momentos de glória e total destruição. A solidariedade e fraternidade dos Canudenses incomodou os governantes a época, causando a consequente guerra e destruição de Canudos, pelas tropas militares, dizimando milhares de pessoas que viviam na terra do conselheiro.
Ao concluiu a moção, Fátima rendeu homenagens a “todos os munícipes de Canudos que preservam a história, ao Instituto Popular Memorial de Canudos (IPMC), Paróquia Santo Antônio de Canudos, Uneb, Irpa, Coopecuc, Arcas, Projeto Canudos, comércio local e a administração municipal”.
Ascom AL-BA
