Bahia: Deputado Zó afirma que Temer quer acabar com o direito do trabalhador

Zó Nota Temer

“Lutarei incansavelmente contra as mudanças descabidas da PEC 287, que propõe usurpar os direitos dos trabalhadores através da reforma previdenciária, apresentada pelo presidente ilegítimo, Michel Temer, que não sabe a dura realidade dos vitimados por esse desatino.

A PEC 287 acentuará as desigualdades no Brasil, um claro retrocesso que afetará em especial as mulheres, os trabalhadores rurais, professores e  os servidores.

A “reforma” da previdência destrói a proposta da Constituição Federal de 1988 de introduzir o princípio da equidade, que reduz gradativamente as desigualdades sociais. Vinte e oito anos depois estamos sendo manipulados por esse golpista a regressão absoluta.

Michel Temer e seus aliados apresentam justificativas torpes para que a população acredite que a “reforma” seria benéfica para a nossa nação. A mentira baseia-se no argumento de que as alterações são importantes para equilibrar as finanças da União. Uma farsa!

O atual governo alega que é preciso reformar porque houve um aumento da proporção de idosos em relação à de jovens. Entretanto, países que já passaram por essa situação apresentaram soluções mais coerentes. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, o trabalhador obtém o benefício integral após contribuir em média, 44 anos. Sendo aprovada a “reforma” no Brasil, só seria possível após 49 anos.

O programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud) alerta que 19 municípios da região nordeste possuem a expectativa de vida em torno de 65 anos- idade sugerida na reforma. Portanto, vida longa aos nossos Idosos.

Trabalhadores rurais serão absurdamente violentados, pois com a “reforma” a exigência de contribuição aniquila o tratamento diferenciado garantido à agricultura familiar, na qual o rendimento é baixo e está sujeito aos ritmos sazonais de produção e venda dos produtos. Propondo o fim da equidade aos homens e mulheres do campo.

A suposta igualdade ofertada, nada mais é que uma desigualdade camuflada, sobretudo em razão da superioridade dos papeis tradicionais de gênero e da rígida divisão sexual do trabalho. As mulheres trabalham mais do que os homens, pois assumem responsabilidades cotidianas irremuneradas e não valorizadas como: o cuidado do lar, das crianças e tantos outros.

A reforma previdenciária é uma violência, um insulto que mancha nossas conquistas. O Governo Federal ao restringir direitos sociais está agredindo o trabalhador brasileiro.”

Deputado Estadual Zó (PCdoB/BA)

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