
O professor do campus da Universidade de Pernambuco (UPE) em Petrolina, Moisés Almeida, que já foi diretor da instituição, postou nas redes sociais, críticas à instalação de novos cursos superiores em instituições privadas na região, em razão da formação de muitos profissionais que não terão acesso ao mercado de trabalho, cada vez mais restrito.
Confira:
“Tenho me esforçado, mas não consigo postar mensagens não críticas. Não tem como ser indiferente. Hoje li uma noticia que uma determinada faculdade particular foi autorizada pelo MEC a abrir mais cursos presenciais em Petrolina.
Até aí tudo bem, louvável termos mais cursos superiores na região. Mas, me intriga o fato de termos mais um curso de Fisioterapia, de Nutrição e de Farmácia. Por que trazer cursos que já existem na região, alguns deles em Instituições Públicas, que sequer estão preenchendo suas vagas? Não será um engodo para os jovens que ocuparão essas vagas num mercado inflacionado de profissionais?
Tomemos como exemplo os cursos de Direito na região. Só a FACAPE vai aumentar em 2018 a quantidade de vagas, passando das atuais 300 para 500 ingressos anuais. Fico apenas pensando num futuro bem próximo, a frustração geral de tantos profissionais qualificados, num mundo do trabalho cada vez mais escasso.
Enquanto isso, o próprio mercado em função dos seus objetivos de lucro crescente, faz da educação um grande balcão de negócio, contando, inclusive, com recursos do Estado.
Bom dia e desculpem mais uma vez a crítica de sempre!”
Moisés Almeida – Professor
