
Em um dia marcado por simbolismo e reconhecimento histórico, a Prefeitura de Juazeiro realizou, nesta quarta-feira (02/07), no Largo Dois de Julho – conhecido como Praça do Índio –, as comemorações pela Independência da Bahia. A data, que celebra a expulsão definitiva das tropas portuguesas do território baiano em 1823, foi lembrada com uma programação que exaltou a resistência do povo e a força das raízes ancestrais de Juazeiro.
O evento, promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (SEDES) e da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE), o prefeito Andrei Gonçalves esteve presente ao lado do vice-prefeito Tiano Félix, do secretário da SEDES, Igor Luiz, e de diversas lideranças comunitárias, culturais e religiosas do município.
“Essa é uma data de resistência, de memória e de orgulho. A Independência da Bahia é a verdadeira independência do Brasil, e precisamos celebrá-la reconhecendo também a força dos nossos ancestrais e de quem construiu essa história com coragem e sabedoria”, destacou o prefeito.
O ex-vereador Renato Brandão lembrou do projeto de Lei de 2024, da sua autoria, que institui que o 2 de Julho seja comemorado todos os anos em Juazeiro. “É uma alegria ter conseguido aprovar essa Lei no ano passado, e hoje está aqui, junto com a população, amigos, familiares e autoridades, celebrando esta data tão importante. Quero parabenizar ao prefeito e a sua equipe por concretizar esse evento”, ressaltou Brandão.
Durante a solenidade, o tenor Carlos Lima emocionou o público ao entoar o Hino da Bahia, exaltando o espírito de luta e independência do povo baiano. A estudante, Ana Celiny gostou de participar das comemorações da Independência da Bahia, representando os indígenas. “Precisamos celebrar esse momento histórico, a luta do povo baiano e das mulheres foram fundamentais para a independência do nosso estado”, ressaltou a aluna da Escola Municipal Profª Dinorah Abernaz.
Um dos momentos marcantes do evento foi a homenagem às mães ancestrais de Juazeiro, guardiãs dos saberes, das tradições, da cura e da espiritualidade afro-brasileira, para eternizar o legado de Mãe Adelaide, Celina, Flora e Filinha. O Afoxé Filhos de Zaze conduziu o Xirê, uma celebração espiritual da ancestralidade afro-brasileira.
A celebração do 2 de Julho em Juazeiro reafirma o compromisso da gestão municipal com a preservação da memória histórica, o respeito à diversidade e o fortalecimento da identidade cultural da cidade e de seu povo.
O encerramento da cerimônia foi marcado pela apresentação da fanfarra do Colégio Cívico-Militar CAIC, que reforçou o espírito cívico e cultural desse momento histórico.
Manu Lustosa – Ascom PMJ
Fotos: Gilson Pereira
