
Durante quatro dias, Juazeiro se transformou na capital da literatura e da arte.
O encerramento da 1ª edição do Festival Juá Literária, neste sábado (25/10), na Orla II, marcou o fim de uma jornada cultural que movimentou a cidade, emocionou o público e reafirmou o compromisso da gestão do prefeito Andrei Gonçalves com a valorização da cultura e da educação.
Logo pela manhã, o prefeito participou da mesa de diálogo “O rio da nossa história”, com a participação de Odomaria Bandeira, Coelhão e Josemar Pinzóh, um encontro marcado pela memória afetiva e pelas histórias que moldaram a identidade cultural de Juazeiro. À noite, acompanhado da presidente da Funarte, Maria Marighella, e do secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba, o gestor municipal assistiu o espetáculo teatral do Busarte, que retratou, de forma lúdica e poética, a história, as riquezas e os pontos turísticos da cidade.
O prefeito Andrei fez um balanço positivo do evento e parabenizou a secretária de Educação Maeve Melo e todos os envolvidos na realização do evento. “O Juá Literária superou todas as expectativas. Foram mais de 80 mil pessoas circulando pela cidade, vivendo a literatura em suas múltiplas formas. A cultura voltou a ocupar o centro das nossas políticas públicas. Isso é mais do que um evento, é um movimento pela valorização da arte, da leitura e do conhecimento. Juazeiro mostrou que é, de fato, uma cidade que lê, canta, escreve e transforma”, pontuou
De acordo com a Prefeitura, a movimentação econômica também surpreendeu. Estima-se que mais de R$ 6 milhões foram gerados em vendas de livros nos 31 estandes, que reuniram 600 editoras de diversas partes do país. O festival contou ainda com 80 atrações entre shows musicais, mesas redondas, lançamentos de livros, contação de histórias, apresentações teatrais, o Cineteatro Busarte, a Carreta Literária, a Kombi do Zé Livrório e diversas oficinas culturais.
Em seguida, o grupo se juntou ao Cortejo Literário, que percorreu a Orla II ao som da fanfarra e distribuiu mais de 400 livros doados pelas editoras participantes, em uma grande celebração popular da leitura. A presidente da Funarte, Maria Marighella, destacou a relevância nacional do festival. “O Juá Literária é um exemplo potente de como a cultura pode ser política pública transformadora. Juazeiro se inscreve agora no mapa dos grandes festivais literários do Brasil, com protagonismo, diversidade e uma energia criativa que nasce do povo. É um marco para a literatura baiana, nordestina e para a política cultural do país”, avaliou a presidente da Funarte.
O professor Josemar Pinzóh, que participou da mesa de diálogo, ressaltou o simbolismo do evento para a história local. “Juazeiro se reencontrou com sua alma cultural. Esse festival foi uma aula viva sobre quem somos e o que representamos para a cultura brasileira. Ver estudantes, professores, escritores e artistas trocando experiências foi algo comovente e inspirador”, ressaltou
A atriz, cantora e escritora Mayana Neiva, que lançou seu livro durante o festival e participou do show de encerramento falou com emoção sobre sua experiência. “Foi um privilégio estar em Juazeiro, uma cidade que pulsa arte e conhecimento. Lançar meu livro aqui e dividir o palco com artistas tão incríveis foi uma das experiências mais bonitas da minha vida. O Juá Literária é um festival que deixa marcas na alma”.
O encerramento do Festival Juá Literária foi consagrado com o show inesquecível de Arnaldo Antunes, que reuniu uma multidão na Orla II em um espetáculo de poesia, música e emoção — celebrando o sucesso de um evento que já nasce como tradição no calendário cultural de Juazeiro. O público contou também com os shows de João Sereno, Acauãs, Alisson Menezes e Afoxé Filhos de Zaze.
Manu Lustosa – Ascom PMJ
