
O cenário não é nada favorável para o presidente Michel Temer (PMDB), após as péssimas noticias para o seu governo no final de semana. O nome de Temer apareceu diversas vezes nas delações premiadas do Odebrecht e a pesquisa Datafolha mostra que sua impopularidade só cresce.
Diante disso, já tem partido da base fazendo as contas de quando será o melhor momento para desembarcar da gestão Michel Temer. Até habitués do Planalto passaram a incluir em seus cálculos políticos o fator Odebrecht. Ninguém , nem mesmo aqueles ainda fiéis, aposta na melhora do ambiente depois dos tiros contra a cúpula palaciana.
Aliados começam a reclamar do governo em escala semelhante às queixas que eram feitas à petista Dilma Rousseff no início da crise que a destituiu. A avaliação é de Natuza Nery, na coluna da Folha de S.Paulo deste domingo. E com mais detalhes:
O escândalo que afastou Geddel Vieira Lima do governo atiçou descontentes. A avaliação é que, conforme os detalhes da delação venham a público, o grupo a favor do presidente perca argumentos. De todos os tucanos mais emplumados, Geraldo Alckmin é único cacique que vem mostrando maior resistência ao aprofundamento do matrimônio entre PSDB e PMDB.
O governador de SP ponderou em reunião recente que é preciso haver distância regulamentar do aliado, o partido será arrastado pela crise junto com o governo.
Fonte: Folha de São Paulo
