
O candidato a vereador João Honorato (Podemos) comemorou nesta quarta-feira (21/10), a decisão judicial, proferida pelo juiz Adriano Espindola Sandes, da Comaca de Casa Nova, norte da Bahia, que bloqueia a venda de um terreno pertencente ao município, entre as agências do Banco do Brasil e Bradesco.
Há muito tempo, João Honorato vinha denunciando uma série de irregularidades na venda do patrimônio público, envolvendo a gestão do prefeito Wilker Torres (PSB); seu irmão, o deputado estadual TUM (PSC); a Câmara Municipal e o uso de “laranjas”.
No ano passado, o caso obscuro da venda deste terreno veio à tona durante o Programa Casa Nova em Revista – Rádio Juazeiro, quando João Honorato apresentou documentos com indícios de que a área foi vendida com preço abaixo do valor de mercado e ainda parcelado, para pessoas ligadas ao deputado estadual Tum, irmão do gestor, configurando a possível utilização de “laranjas” no processo de compra.
Para João Honorato, caberia à Câmara Municipal de Casa Nova, vereadores da situação e oposição, criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as possíveis irregularidades, haja vista, que o próprio Poder Legislativo autorizou a venda do terreno, que pode significar dano ao erário do município.
Segundo João Honorato, a venda do terreno público, situado entre o Banco do Brasil e o Bradesco, na área central de Casa Nova, por parte da gestão do prefeito Wilker Torres (PSB), está repleta de irregularidades. A lei para a venda do terreno aprovada na Câmara Municipal teria sido falsificada na sua publicação, a área que vale cerca de R$ 5 milhões de reais foi vendida por apenas R$ 1 milhão e meio e ainda dividido em 18 parcelas.
João Honorato obteve documentos que mostram que a suposta compradora da área Mary Rodrigues Figueiredo, tem fortes vínculos com o deputado estadual Walisson Tores, Tum (PSC), irmão do prefeito e poderia ter sido usada como “laranja”. João Honorato questiona: “A senhora Mary fez uma rifa para angariar recursos para um tratamento médico em sua filha, então fica a pergunta no ar, ela teria dinheiro para comprar um terreno e não teria para cuidar da saúde da filha?”



Com base nestas provas, a Justiça acatou uma ação do advogado Paciel Coelho e determinou a suspensão da negociata. João Honorato, aguarda agora ações junto à Procuradoria do Estado, por iniciativa do candidato a prefeito Anisio Viana (PSDB), ao Ministério Público e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), solicitando a apuração das denuncias e a consequente punição dos envolvidos nas irregularidades.
Ascom João Honorato
